domingo, 23 de julho de 2017

A mais alta solidão do João Garcia


Desta vez arrumei as mochilas, organizei um kit de sobrevivência radical e acompanhei João Garcia na sua grande aventura, a escalada do Monte Everest. Bem sentada no sofá, senti o frio da montanha, o vento furioso a embater na tenda, o ar rarefeito a ferir os pulmões, o esforço hercúleo da subida, o “já falta pouco, só mais uns metros” que parecem quilómetros..

A vontade de ir até ao limite “…seja ele onde for…” (in prefácio de Miguel sousa Tavares), poderia bem ser o subtítulo deste livro.

Ir até ao limite é sempre uma viagem solitária porque tudo tem a ver com nós próprios e com a compreensão das nossas limitações. E foi na “mais alta solidão” que João Garcia foi sempre um pouco mais além até atingir o cume de uma mais altas montanhas do mundo.

Um livro que nos leva numa viagem emocionante e que a mim, particularmente, me levou a querer conhecer e saber mais sobre a conquista do Everest.

Recomendo!





1 comentário:

  1. O instrutor de montanha Joaquim Gonçalves que deu o curso, para tirar a carta de montanheiro dizia sempre: "é preciso conhecermos os nossos limites". E, como tinha bastante experiência, acompanhava-nos incentivando-nos. Conheci nessa época o João Garcia, que foi ao CIMO "Clube Ibérico de Montanhismo e Orientação" fazer uma palestra. Ele conheceu e conhece os seus limites ! Gostei do livro.

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