quarta-feira, 14 de junho de 2017

Islândia a Terra de Fogo e de Gelo (II)


Este é o segundo artigo sobre a Islândia e outros virão. O intuito não é traçar nenhum roteiro mas, tão somente, partilhar um pouco do que vi e por onde andei. E estes foram os meus momentos.


Começo pela capital da Islândia  Reykjavík, que significa "baía fumegante"É a cidade mais setentrional da Europa onde no inverno os dias duram 4 horas e no verão não há noite. É aqui nesta Baía que tudo acontece. Reykjavik é centro político, económico, social e cultural do país e alberga um terço da população. Uma cidade cosmopolita q.b. com muitas lojas, restaurantes e bares sempre cheios. Aliás, para o jantar convém marcar mesa...




Passeando pelo centro da cidade encontramos exemplos da arquitetura tradicional islandesa. Casas de um ou dois pisos pintadas de cores alegres e telhados inclinados.








Pormenores curiosos como este. A Associação de tricot da Islândia. Tricotar é uma tradição de séculos e os islandeses não deixam os créditos por mãos e agulhas alheias.




Hallgrímskirkja - Igreja de Hallgrímur - deu-nos as boas vindas assim que entrámos na cidade. Construída em 1986, a sua arquitetura simboliza o movimento da lava de um vulcão. É a maior igreja da Islândia.






E é caso para dizer que a cultura mora aqui na Harpa Concert Hall, a casa da música e da cultura de Reykjavík. Um impressionante edifício cujas fachadas de vidro refletem o céu, o mar e a cidade. Uma escultura brilhante em constante movimento. Ganhou o Prémio Internacional de Arquitetura em 2010. O  nome Harpa foi escolhido por ser facilmente pronunciável em todas as línguas.








Na baía de Reykjavík, a meio caminho entre a Harpa e a parte nova da cidade, em frente ao Monte Esja, uma escultura estilizada que faz lembrar um barco viking reflete o brilho dos últimos raios solares. Uma ode ao sol e uma homenagem ao passado e à história do país.



Saindo da capital em direção ao interior da ilha e viajando pelas estradas da Islândia (agora percebo porque é que toda gente fotografa as estradas islandesas...) somos cativados pela paisagem que se desenrola ao longo dos quilómetros.






arquitetura islandesa tem traços marcadamente escandinavos e as casas são muito semelhantes às que encontramos na Dinamarca. 




Ao longo do caminho numa paisagem aparentemente deserta pequenos pontos coloridos mostram que afinal, ali há gente.





As pequenas casas de turfa lembram os tempos dos vikings. Foram estes os primeiros colonos que levaram para a ilha essa tradição. A turfa, um material de origem vegetal, uma espécie de erva misturada com musgo, é um bom isolante térmico, perfeito para o clima islandês e assim as paredes e os telhados das casas eram cobertos com esse material. As que ainda subsistem, são muito procuradas para a fotografia. Esta pequena igreja, tipicamente uma construção deste tipo fica em Hof, uma zona agrícola no sudeste da ilha, próxima do glaciar Vatnajökull.



Igreja luterana islandesa. O luteranismo é a principal religião do país, há liberdade de credo sem discriminação mas a Islândia encontra-se ente os dez países do mundo com maior percentagem de ateus convictos. As igrejas típicas da Islândia parecem feitas de cartão como as casinhas de brincar de antigamente. O seu telhado vermelho pontiagudo sobressai na paisagem deserta. Em redor da igreja o cemitério local. 




A paisagem islandesa não seria a mesma sem a presença dos espetaculares cavalos islandeses.



A raça destes cavalos foi desenvolvida a partir de póneis levados para a ilha pelos primeiros colonos nórdicos. É uma raça única e praticamente sem doenças. Por isso, por lei não podem entrar outros cavalos na ilha e os cavalos que saem não podem voltar a entrar. Parecem póneis mas são um pouco maiores, mais resistentes e robustos. 



São muito afáveis, adoram que lhes façam festas e sobretudo adoram posar para a fotografia.