sábado, 18 de março de 2017

Vulcões da Europa - O ETNA



O mais alto vulcão da Europa, com cerca de 3.200 metros de altura tem a provecta idade de 2,5 milhões de anos, tempo suficiente para ter adormecido ou ter ficado extinto. Mas quis a natureza que o ETNA, apelidado de Montanha de Fogo pelos povos antigos, continuasse bem vivo ao longo dos tempos. Situa-se na parte oriental da ilha da Sícila (Itália) entre Messina e Catânia e é o 5ª vulcão mais ativo da Europa.





A fama das suas erupções já vem de longe. Há textos que contam que foi uma erupção do vulcão, no ano 396 ac. que impediu a conquista da Catânia pelos cartagineses. 

Entre as muitas dezenas de erupções, até hoje, com maior ou menor intensidade regista-se a erupção de 1381 em que o rio de lava chegou ao mar. Trechos da auto estrada atravessam a lava petrificada e é curioso passar por lá e ter duas paredes de rocha vulcânica a ladear o percurso. 

A erupção de 1852 foi trágica para as gentes da Catânia registando-se, nessa altura, muitas mortes. 

O século XX também já tem a sua dose de ETNA. Em 1928 a aldeia de Mascali ficou completamente sepultada, em 1969 foi a cidade de Catânia a ser parcialmente destruída, apesar das tentativas de desviar a lava com a construção de canais. Em 1983 data da “grande” última erupção os canais abertos com dinamite não resultaram e a lava lá seguiu o seu caminho de forma imprevisível.

Só assim se consegue compreender como duas casas construídas lado a lado, uma fica intacta e a outra completamente destruída pelo rio de lava. Ou a história que se conta sobre um lar religioso para órfãos que estava mesmo no caminho da massa incandescente mas que no último minuto se salvou porque a lava encontrou um obstáculo natural e se desviou uns metros para o lado.

A erupção de 2002 foi bastante violenta destruindo as estâncias de ski existentes na montanha. Sim, porque o ETNA quando está calminho, claro, é uma estância de ski e ponto de romaria de milhares de turistas. E, sem dúvida que é um passeio fantástico. Estive lá no verão há uns anos atrás. 

Consegue-se ir de carro até aos 2.000 metros, o local dos restaurantes e de onde se conseguem ver já algumas crateras.


(Cartão Postal)

O teleférico leva-nos até aos 2.500 metros e aí a paisagem torna-se monocromática. 




Só se vê negro em todo o lado. Montes, crateras e rochas vulcânicas. (Quem quiser abastecer-se de "pedra pomes" pode lá ir. Vi muita gente com sacos cheios daquelas pedras leves como plumas.) 


Para se chegar ao ponto mais alto permitido, 2.900 metros, só com excursões organizadas e guias especializados em alta montanha e em vulcões. (Esta caminhada foi só para a fotografia...)



Aqui ficam as mais altas crateras - crateri sommitali - e a parte mais impressionante do passeio, embora arriscado, não vá o ETNA pregar uma partida tal como aconteceu esta semana em que alguns turistas foram apanhados, de surpresa, no meio de uma erupção e ficaram feridos.

Atenção ao frio, mesmo em agosto as temperaturas lá em cima não são agradáveis. Mas a estância aluga casacos para os mais friorentos, por isso se forem desprevenidos, já sabem...


(Cartão Postal)


Curiosos efeitos da luz a incidir no solo.




Esta casa não se conseguiu desviar mas os seus habitantes salvaram-se. A lava avança muito lentamente o que permite a fuga das populações.




Imagens do Vulcão Etna (Google Imagens).

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