domingo, 23 de julho de 2017

A mais alta solidão do João Garcia


Desta vez arrumei as mochilas, organizei um kit de sobrevivência radical e acompanhei João Garcia na sua grande aventura, a escalada do Monte Everest. Bem sentada no sofá, senti o frio da montanha, o vento furioso a embater na tenda, o ar rarefeito a ferir os pulmões, o esforço hercúleo da subida, o “já falta pouco, só mais uns metros” que parecem quilómetros..

A vontade de ir até ao limite “…seja ele onde for…” (in prefácio de Miguel sousa Tavares), poderia bem ser o subtítulo deste livro.

Ir até ao limite é sempre uma viagem solitária porque tudo tem a ver com nós próprios e com a compreensão das nossas limitações. E foi na “mais alta solidão” que João Garcia foi sempre um pouco mais além até atingir o cume de uma mais altas montanhas do mundo.

Um livro que nos leva numa viagem emocionante e que a mim, particularmente, me levou a querer conhecer e saber mais sobre a conquista do Everest.

Recomendo!





quinta-feira, 13 de julho de 2017

Islândia a Terra de Fogo e de Gelo (III)

A partir de fevereiro a Islãndia começa a receber milhares de turistas, expetantes e curiosos, que de carro, autocarro, mota, ou de autocaravana percorrem as estreitas estradas nacionais e os locais assinalados como imperdíveis. Nos meses de verão (islândes), entre maio e junho, considerados época alta, o movimento tem aumentado de tal forma que o governo da Islândia pondera aumentar as taxas turísticas e limitar o número de visitantes em determinados sítios. Por termos ido em março, o tempo incerto não era propício a viagens de barco para fotografar as baleias e os Puffins, os pequenos papagaios do mar mas, em contrapartida, assistimos a um dos mais fantásticos espetáculos que a natureza nos pode oferecer, a aurora boreal, o que já não seria possível se fossemos no verão



E, foi tudo a ganhar pois, apesar de haver já muitos turistas, havia sempre tempo e espaço para usufruir do que a Islândia tem para nos oferecer. Ahh... e ainda consegui uma foto de um Puffin, embora não propriamente no seu habitat natural.


O nosso fantástico guia, Vitor Costa, (desta vez optámos por ir num pequeno grupo numa expedição fotográfica) experiente nestas andanças, organizou a viagem de forma a andarmos em sentido contrário ao das enchentes. E assim, lá íamos conseguindo tirar as nossas fotos com mais calma e sem muita gente... (às vezes)! E estes foram os momentos!

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Islândia a Terra de Fogo e de Gelo (II)


Este é o segundo artigo sobre a Islândia e outros virão. O intuito não é traçar nenhum roteiro mas, tão somente, partilhar um pouco do que vi e por onde andei. E estes foram os meus momentos.




Começo pela capital da Islândia  Reykjavík, que significa "baía fumegante"É a cidade mais setentrional da Europa onde no inverno os dias duram 4 horas e no verão não há noite. É aqui nesta Baía que tudo acontece. Reykjavik é centro político, económico, social e cultural do país e alberga um terço da população. Uma cidade cosmopolita q.b. com muitas lojas, restaurantes e bares sempre cheios. Aliás, para o jantar convém marcar mesa...




Passeando pelo centro da cidade encontramos exemplos da arquitetura tradicional islandesa. Casas de um ou dois pisos pintadas de cores alegres e telhados inclinados.

domingo, 30 de abril de 2017

Islândia a Terra de Fogo e de Gelo (I)

São pouco mais de 100 mil quilómetros quadrados de vulcões, muitos ainda ativos, glaciares, lagos gelados, campos de lava, planaltos de areia, planícies de erva rasteira e arbustos, geysers, praias de areia preta, spas geotermais ao ar livre, icebergs, montanhas e auroras boreais. 




Cerca de 330 mil habitantes, dois terços só na capital, Reikyavik, habitam um território maior que Portugal Continental. O resto é paisagem…Sim! Mas é a Islândia!

sábado, 18 de março de 2017

Vulcões da Europa - O ETNA



O mais alto vulcão da Europa, com cerca de 3.200 metros de altura tem a provecta idade de 2,5 milhões de anos, tempo suficiente para ter adormecido ou ter ficado extinto. Mas quis a natureza que o ETNA, apelidado de Montanha de Fogo pelos povos antigos, continuasse bem vivo ao longo dos tempos. Situa-se na parte oriental da ilha da Sícila (Itália) entre Messina e Catânia e é o 5ª vulcão mais ativo da Europa.



sexta-feira, 17 de março de 2017

St. Patrick's Day



A Irlanda e os Irlandeses espalhados pelo mundo comemoram a 17 de março o dia do seu santo padroeiro St. Patrick que, por sinal não era irlandês mas sim galês. 



Patrick cujo nome de batismo era Maewyn, foi sequestrado por piratas aos 16 anos e levado para a Irlanda onde passou cerca de 16 anos como pastor. Conseguiu fugir para Inglaterra e depois de uma vida atribulada converteu-se ao cristianismo e adotou o nome de Patrick. Anos mais tarde regressou à Irlanda como missionário e dedicou o resto a sua vida a converter a população celta à religião cristã ficando o seu nome para sempre associado à Irlanda.

Neste dia o verde é a cor nacional simbolizando as colinas verdes da Irlanda, a ilha Esmeralda. Curiosamente esta tradição não nasceu na Irlanda mas sim nos Estados Unidos entre a comunidade irlandesa que para ali imigrou, se estabeleceu e que ainda hoje mantém vivas as suas raízes. A grande catedral católica de Nova Iorque é dedicada a St. Patrick.

São muitos milhões os americanos com origens irlandesas e um pouco por todo o país o dia de St. Patrick é celebrado com grandes festas e desfiles. Em Nova Iorque, em honra à comunidade irlandesa neste dia o Empire State Building ilumina-se verde.


http://www.esbnyc.com/sites/default/files/styles/timely_content_image_large__885x590_/public/esb_spd1_2.jpg?itok=FKYFUVBW

O trevo de quatro folhas – “Shamrock” – é o simbolo destas festividades. Irlandês que se preze usa um ao peito e no final da festa, para ter sorte e encontrar o pote de ouro, tem de o deixar cair para dentro do seu último copo de cerveja, uma Guiness, claro. São muitos os copos, ou melhor os litros, de Guiness servidos neste dia e os brindes fazem-se aos gritos. “Sláinte”, palavra gaélica para “saúde” é a palavra que mais se ouve.



Por isso SLÁINTE para todos que tenho ali uma Guiness bem fresquinha à minha espera!



quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Dürnstein


Mais uma cidadezinha surpresa! A meio caminho entre Krems e Melk, no lindíssimo Vale de Wachau do Rio Danúbio, (Baixa Austria) situa-se a minúscula cidade de Dürnstein. Uma pequena localidade guardada pelas ruinas de um castelo, com ruas empedradas e casas encaixadas nas encostas rochosas sobranceiras às vinhas cultivadas nas margens do rio.







Um cenário bem bonito que não deixou indiferente o realizador Ernst Marischka que aqui filmou parte da série de filmes sobre a vida da Imperatriz Sissi. Não admira, porque se hoje é assim, há 60 anos atrás ainda devia ser mais bonita.