domingo, 20 de novembro de 2016

Krems An Der Donau




Seguindo a rota do Danúbio saímos de Viena e, depois de 70 Kms, a nossa primeira paragem foi em Krems. Situada na confluência dos rios Danúbio e Krems, é uma das mais antigas cidades da região e nos séculos XI e XII chegou a ser maior e mais importante que Viena e, segundo os textos históricos, descobriram-se aqui, nesta zona túmulos com mais de 27 mil anos, considerados os mais antigos da Áustria.


Estacionámos ao pé de um belíssimo jardim mesmo em frente ao posto de turismo onde, claro, fomos pedir o tradicional mapa do passeio.






domingo, 30 de outubro de 2016

Salem a cidade das bruxas

Em vésperas de Halloween lembrei-me de Salem, uma cidade costeira no Estado de Massachussets, Estados Unidos. E decidi revisitá-la… e vão perceber porquê. Ora, acompanhem-me neste passeio e com o espírito muito aberto.


Salem é considerada a pedra basilar da história de Nova Inglaterra. Foi aqui, que no século XVI, colonos ingleses desembarcaram para fundar um novo país. Muitos destes colonos fugiam de Inglaterra e das perseguições de que eram vítimas por seguirem a doutrina Puritana. Os Puritanos eram protestantes radicais e ultra conservadores que seguiam um código de conduta rígido e severo. O Puritanismo era uma doutrina religiosa com laivos políticos que exigia a purificação da igreja anglicana e a abolição de qualquer elemento católico, além de se mostrar critico às políticas seguidas pela rainha Isabel I.
Este colonos levaram para a sua nova pátria, não só o nome do seu país mas também um modo de vida, crenças e dogmas que floresceram e se enraizaram numa sociedade que vivia como que em “circuito fechado”.

Uma perfeita puritana, por E. Percy Moran (litografia de 1897).

sábado, 8 de outubro de 2016

Hallstatt


Uma das imagens mais divulgadas da Austría é a de uma pequena aldeia situada nas margens do Lago Hallstätter – Hallstätter See!  Um cenário idílico de casinhas com os beirais floridos onde sobressai a torre pontiaguda de uma antiga igreja tendo como pano de fundo os Alpes.

Diz-se de Hallstatt que foi milhões de vezes fotografada, uma vez recriada (numa província chinesa foi construída uma cópia de Hallstatt) mas nunca igualada.


quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Ao compasso da Áustria

Mais uma viagem de carro. Desta vez foram 11 dias a percorrer um país situado bem no meio da Europa, vizinho fronteiriço da Alemanha, Suíça, Itália, Eslovénia, Hungria, Eslováquia e República Checa. 



terça-feira, 9 de agosto de 2016

O Cozinheiro do Rei D. João VI

António de Vale das Rosas é o protagonista desta história. De origens modestas chegou do Norte para trabalhar como aprendiz nas cozinhas do Convento de Mafra. Com um inegável talento em combinar sabores e ingredientes, depressa se salientou e das suas mãos começaram a sair deliciosos pratos que, inevitavelmente, conquistaram a "barriga" de D. João VI, que, dizem, adorava tanto a comida que "guardava galinhas coradas nos bolsos da sua jaqueta para satisfazer a sua fome insaciável enquanto recebia ministros em audiência" (pág.36). 

Portugal no século XIX, as invasões francesas, a fuga da família real para o Brasil, o assassinato do Rei e a inevitável luta pela sucessão ao trono, são o cenário para este bem confecionado romance polvilhado com deliciosas receitas, uma mão cheia de intrigas palacianas e uma traição fatal.


E é caso para dizer que desta vez a culpa não foi do mordomo mas sim do cozinheiro!



Fica a sugestão para uma empolgante viagem de paladares pela corte do Rei Dom João VI, o rei que não ficou lá muito bem na fotografia mas que não deixa nenhum historiador indiferente.





domingo, 3 de julho de 2016

Toledo a cidade dos três credos

A minha primeira imagem de Toledo foi há muitos atrás quando, numa viagem de carro, passei ao largo da cidade. Era madrugada e os primeiros raios de sol a incidirem nas muralhas e nas casas fizeram com que a cidade parecesse nascer naquele momento rodeada de uma aura dourada. 

Voltei a Toledo há pouco tempo e, confesso, com expectativas muito elevadas.

À chegada optámos pelo menor esforço e subimos pelas escadas rolantes que nos levam, rapidamente do parque de estacionamento para o centro da cidade, ou seja, diretamente, para o turismo de massa que invadiu Toledo. 



Por isso, se é daqueles para quem a primeira impressão é que vale sugiro que dê outra volta e entre na cidade por uma das portas históricas da muralha…….o choque não será tão grande.

Porta do Sol. Construída no século XIII pelos cavaleiros da Ordem de Malta é uma das entradas na cidade velha. No arco um medalhão em relevo tem a imagem do Santo Idelfonso, patrono de Toledo.  




Um pouco antes das "escadas rolantes" o que resta do velho convento dominicano de San Pablo Granadal construído no século XIII.



O que Toledo esconde? Ou não… porque tudo está ainda muito visível e é uma verdadeira descoberta percorrer as ruas e ver que os povos que por aqui passaram, celtiberos, visigodos, romanos, judeus, árabes, cristãos, todos eles deixaram marcas indeléveis nesta cidade em cujas pedras “a história ficou gravada a fogo”. 

Uma muralha rodeia todo o centro histórico de Toledo. As várias portas da cidade estão muito bem preservadas e se tiver tempo e paciência valerá a pena entrar em Toledo por cada uma delas.



Em Toledo encontram-se vestígios de um povoado da idade do bronze, ruínas de um império romano em ascensão e testemunhos da importância civil e religiosa que a então capital da Hispânia visigótica adquiriu desde 500 d.c. até ao século VIII, altura da conquista moura da península ibérica. 



quinta-feira, 28 de abril de 2016

Praga - Percursos

Neste livro da coleção Rotas e Percursos, Guillaume Sorel e Christine Coste desvendam-nos a "alma" da cidade de Praga. Os itinerários e os mapas detalhados dos percursos sugerem passeios por locais secretos e desconhecidos, fora dos circuitos turísticos. A acompanhar o texto não temos as habituais fotografias mas sim desenhos (ilustrações originais) com um certo toque de mistério e fantasia a lembrar o universo da banda desenhada. Pegar no livro e seguir os seus percursos transforma-nos em verdadeiros protagonistas da história desta cidade tal a proximidade que nos é permitida pelas palavras, pelas imagens e pelo que nos é dado a conhecer. Um guia prático que nos leva por uma visita imaginária muito para além da Praga dos guias turísticos.


“A Cidade Velha descobre-se no decorrer de caminhadas que se afastam instintivamente dos trajectos turísticos e dos seus horários. Caminhos ínvios, passagens, cafés e restaurantes dissimulados onde se marcam encontros conduzem então a uma Praga labiríntica de trama apertada, colorida, tão atraente quanto misteriosa. Constroem-se referência; tece-se um fio invisível entre a realidade e a ficção.”


Não conheço Praga mas quando lá for quero conhecê-la desta forma...





domingo, 10 de abril de 2016

Semana Santa em Sevilha - El Nazareno

Diz-se que a Andaluzia é a região de Espanha mais espanhola. 
Talvez seja por isso que a sua capital, Sevilha, se mostra uma cidade tão intensa e marcante.

A prova está no que nos é dado a ver durante as suas duas grandes festas populares onde a identidade espanhola se concretiza num grande e vistoso espetáculo.

A Feria de Abril, o rosto profano de um povo que se manifesta através da música e da dança no mais puro flamengo e nas touradas que, apesar das polémicas, continuam a ser a pedra basilar de uma tradição secular e a...

Semana Santa, onde o fervor religioso se apresenta no seu rico e maior esplendor.


quinta-feira, 17 de março de 2016

Segredos de Lisboa

A arquitetura das cidades altera-se de acordo com os seus ocupantes e Lisboa, antes de ser Lisboa, foi muitas outras cidades. Foram vários os povos que por aqui passaram, nomeadamente, fenícios, romanos, muçulmanos, cristãos e a cidade, ao longo dos séculos, foi-se sobrepondo em camadas como “Um verdadeiro mil folhas de vestígios arqueológicos”.
Antigas construções davam lugar a outras, o que foi em tempos um antigo teatro romano é agora um conjunto de muros que sustentam edifícios pombalinos. No local de uma antiga mesquita surgiu uma igreja cristã e indo ainda mais para trás no tempo, escavando mais fundo, é possível ainda encontrar vestígios de uma lixeira que remonta ao tempo dos fenícios.
A partir das ruínas encontradas no subsolo lisboeta, a Inês Ribeiro e a Raquel Policarpo vão criando pequenas histórias, onde se imagina como seria a vida naqueles vários tempos desvendando e dando sentido aos muitos vestígios arqueológicos que se encontram por toda a cidade de Lisboa.
Gostei de ler este livro e vou levá-lo comigo num próximo passeio por Lisboa.



domingo, 13 de março de 2016

Madrid

Sobre Madrid lê-se na Wikipédia… Capital de Espanha, quase 7 milhões de habitantes (área metropolitana), terceira maior cidade da União Europeia, maior centro financeiro da península Ibérica e que em 2010 foi considerada uma das cidades mais verdes da Europa.

Sobre Madrid aprende-se nas suas ruas. 

Madrid é mais que um pouco de tudo. É mais que os seus museus, que as suas lojas, mais que a sua fabulosa arquitetura, que os seus restaurantes, que as suas praças. Sim, porque Madrid é tudo isso e muito mais. Experimentem deambular pelas suas ruas e sintam uma cidade cheia de vida, de movimento, olhem em redor, observem as pessoas, admirem os edifícios e entrem no espírito da “movida madrilena”.

E como as memórias são feitas de instantes aqui ficam alguns do passeio que demos por Madrid.

“Km 0", em Lisboa o KM 0 situa-se na Praça Marquês de Pombal e em Madrid na Puerta del Sol – Portas do Sol.  No chão, num dos passeios da praça, o marco a partir do qual se calculam as distâncias em Espanha. 


No mesmo local onde, em 1931, se proclamou a segunda República, Puertas del Sol, os madrilenos juntam-se, todos os 31 de dezembro, para comemorar a passagem para um novo ano. Cabe ao relógio da Casa dos Correios marcar as doze badaladas . 



Nesta praça encontramos o símbolo da cidade de Madrid. A estátua de “El Oso y el Madroño” – O urso e o medronheiro. Que afinal acaba uma ursa representando a terra mãe e a fertilidade e o medronheiro que no princípio era uma carvalho que simbolizava a força. Curiosidades!


A pouca distância das Portas do Sol.

Plaza Mayor – Praça Maior um dos ex-libris da cidade, tanto pelo conjunto arquitetónico que a rodeia, como pelo ambiente, bem diferente, no entanto, daquele que se vivia quando aqui se realizavam touradas ou os autos-de-fé. Fica bem no centro da cidade. 




Vale a pena explorar o que está para lá das nove entradas da praça.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Real Madrid - o Museu

Quando se trata de futebol…a coisa mais importante sobre o futebol…é que não é apenas futebol. by Sir Terence David John “Terry” Pratchett, escritor inglês.


Factos:

  • O 4º museu mais visitado em Madrid depois do Reina Sofia, do Prado e do Thyssen.
  • O mais rentável museu de Madrid a nível de bilheteira, à frente do Prado e do Reina Sofia.
  • Mais de 1 milhão de visitantes entre 2014 e 2015.
  • Cerca de metade dos visitantes são crianças (menos de 14 anos).
  • Divulgação massiva em todas as lojas de turismo da cidade e do aeroporto de Barajas.
  • Preço do bilhete (2016): adulto– 19€ / criança – 13€

O percurso está assinalado e permite aos visitantes uma certa flexibilidade nos locais a visitar e no tempo de permanência em cada um deles o que não deixa de ser interessante sob o ponto de vista comportamental. A postura de uma quase adoração que alguns assumem perante uma taça, uma foto, umas chuteiras é mais uma prova viva que o futebol já foi muito além do desporto.



O que se vê?

Primeiro sobe-se e, muito. Graças às escadas rolantes ainda se tem folego para uma exclamação de admiração perante a vista panorâmica do estádio. São 80.000 lugares e não é difícil imaginar a multidão e o barulho ensurdecedor. 


A história do Real Madrid contada pelos seus troféus, pelos equipamentos dos jogadores, pelas belíssimas fotografias, pelos filmes em écran gigante onde jogadores, treinadores e adeptos dizem o que sentem pelo clube.





O jogo inaugural foi entre a equipa da casa e o nosso "Belenenses".


Presença portuguesa...SLB e SCP, só falta o FCP. Não vi mas se alguém tiver uma foto...





As crianças deliram com o facto de poderem tirar fotografias ao lado de um jogador “virtual”, de poderem ouvir o barulho da multidão a gritar “golo”, e de poderem ver a sua cara num painel gigante com o símbolo do Real Madrid formado com fotos.


Deliram ainda mais com o Cristiano Ronaldo, mas aí não são só as crianças…



A sala “Reis da Europa” brilha com as 10 taças ganhas pelo Real Madrid nos campeonatos europeus. E sim… é impressionante!


Nos balneários do clube os cacifos dos jogadores fechados a sete chaves.


Maquete do futuro estádio do Real Madrid. O Bernabéu do século XXI que se pretende que seja um símbolo mundial e um ícone de uma arquitetura de vanguarda (palavras de Florentino Pérez, dirigente do clube).


Nesta altura já um sentimento de pertença ao clube, ainda que temporário, se instalou. E eles sabem-no bem…guardaram a loja para o fim! O grande final…toda a gente quer levar recordações (das verdadeiras, não das compradas nos chineses) e é um rodopio à volta das camisolas, sweatshirts, bolas, porta-chaves…aqui tudo se vende para se ser um verdadeiro adepto de um dos melhores clubes do  mundo.






domingo, 14 de fevereiro de 2016

Dublin


Decisão de momento, Dublin acabou por ser a cidade escolhida para passar o ano ou, melhor dizendo, a passagem do ano acabou por ser um pretexto para se ir conhecer Dublin.


Desta vez a preparação da viagem foi um pouco diferente com um grupo de 10, dos 8 aos 50 anos, a exigir uma outra forma de planeamento. No mapa de Dublin assinalaram-se três roteiros, o dos monumentos e locais a visitar, o das compras e o dos bares e restaurantes. Apesar de alguns desvios no percurso e alguns percalços na viagem não é que tudo resultou muito bem?

Supostamente a chegar ao princípio da tarde a Dublin fomos arrastados pelo vento para Shannon a cerca de 200 Km da capital. A ida para Dublin fez-se de autocarro e as 3 horas de viagem foram, definitivamente, para esquecer.

No entanto, os dias que se seguiram são para recordar...

Foi em Dublin que a história da Irlanda aconteceu. As invasões vikings e normandas, o domínio do império britânico, a grande fome em 1845, as lutas e as revoltas populares pela independência, a divisão do país, a liberdade e a independência.

Um povo reflete as características do local onde vive e a história do seu país. Os irlandeses honram a sua herança no seu carácter resiliente, lutador, no entanto, afável e hospitaleiro.

Dublin é, desde sempre, o centro do país em todas as vertentes, histórica, cultural, económica, industrial e educacional e está considerada no ranking das 30 cidades mais globalizadas do mundo. Uma prova que “tamanho não é documento”.

A cidade não é muito grande e as distâncias entre os locais fazem-se muito bem a pé. Entre nuvens, alguma chuva e frio o ponto de partida foi a O'Connell’s Street Lower, junto à Spire, a lança de metal que ocupa o lugar onde em 1809 foi erigido um monumento em honra de Lord Nelson. Apesar de o Dublinenses não quererem um herói inglês numa das suas ruas mais emblemáticas, a Spire ainda não os conquistou totalmente. De gosto duvidoso, dizem alguns...



quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Nova Iorque - Midtown o centro de Manhattan


Midtown Manhattan é como se fosse a fotografia oficial de Nova Iorque. Numa só imagem juntamos os arranha-céus, os edifícios mais icónicos do mundo, as luxuosas lojas da 5ª avenida, os famosos teatros da Broadway, a sede das Nações Unidas, os estúdios das três mais importantes redes de televisão dos Estados Unidos e Times Square. A seguir a Lower Manhattan é o segundo distrito financeiro mais importante do país e o seu mercado imobiliário é direcionado para bilionários.


Apesar de, cada vez mais, os turistas procurarem conhecer outros aspetos da cidade, menos populosos e glamourosos, Midtown Manhattan continua a ser a zona turística de excelência e local de preferência para se escolher onde ficar. Aqui está-se perto de tudo e a meio caminho para todo o lado.

Tudo o que por aqui se vê já nos é muito familiar. Cenas de filmes e de séries de televisão vêm à memória quando olhamos em nosso redor, por isso, o nosso passeio por Midtown Manhattan é um déjà vu vivido com a emoção de estarmos na realidade, ali.

Aqui ficam imagens e impressões de alguns dos locais por onde passámos sem seguir, necessariamente, um percurso pré-determinado. O mapa que juntamos no final poderá, no entanto, ajudar na elaboração de um roteiro. Muito mais haverá, cada um o descobrirá à sua maneira.

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Nas ruas, entre os edifícios, as sombras alongam-se. Olhamos para cima e o céu parece-nos estar mais longe.



O céu de Nova Iorque é belo porque os arranha-céus o empurram, afastando-o das nossas cabeças. Solitário e puro como um animal selvagem, monta guarda e vela sobre a cidade. E não constitui apenas uma proteção local, visto que sentimos que ele se estende à distância sobre toda a América; é o céu de todo o mundo.” by Jean Paul Sartre.