terça-feira, 25 de agosto de 2015

Alguns dias em Nova Iorque (I)


Altura certa para se ir a Nova Iorque? 

Seja com sol, frio, neve ou chuva a cidade tem sempre o seu encanto e as manifestações climáticas nunca dissuadiram os turistas. As temperaturas negativas não desviam os milhares de pessoas que a 31 de dezembro festejam a entrada de um novo ano em Times Square e o calor abrasador de Agosto também não é impedimento para um passeio. Nós fomos em junho e apanhámos chuva, dias de sol e uma temperatura agradável.

À chegada, a carrinha do Super Shuttle foi a nossa boleia para Nova Iorque. Marcámos, previamente, o transfer mas, facilmente se consegue arranjar lugar numa das vans das várias empresas que operam nos aeroportos. Entrámos na cidade pelo Holland Tunnel em plena hora de ponta, o que não deixa de ser uma experiência interessante. Só por curiosidade, este foi o túnel que serviu de cenário para um filme com o Silvester Stallone - Daylight - (Pânico no Túnel).



A cidade de Nova Iorque é formada por um conjunto de ilhas ligadas entre si por túneis e pontes e é composta por cinco distritos, Manhattan, Bronx, Brooklin, Queens e Staten IslandManhattan é, em princípio o distrito escolhido para a estadia pela maioria dos visitantes, embora os outros distritos, uns mais que os outros, façam parte do roteiro. 

Nós ficámos em Manhattan e a preferência era um hotel cuja localização permitisse aceder facilmente ao metro e que fosse suficientemente perto de zonas movimentadas para regressos tardios e em segurança. Assim, tendo Times Square como referência estabelecemos um perímetro dentro do qual gostaríamos de ficar. A opção recaiu sobre o Hotel@TimesSquare, a dois quarteirões da praça Times SquareUma excelente relação localização / qualidade / preço e com pequeno-almoço americano incluído que, excetuando os donuts carregados de açúcar, o chá, os iogurtes e os cereais eram suficientes para uma primeira refeição.



Depois de assinalar no mapa o que queríamos visitar chegámos a uma conclusão óbvia. Não haveria tempo suficiente para tudo. Foi difícil não ser ambicioso pois, quanto mais se sabia de NY mais se queria descobrir. Mas enfim, lá se conseguiu chegar a um consenso.




E foi assim:

Comprámos o bilhete de três dias do autocarro hop on / hop off da Gray Line cujos circuitos permitem uma panorâmica da cidade, incluindo os bairros de Brooklin, Harlem e que contemplam as principais atrações. Aproveitámos ao máximo o passe para ir aos locais mais distantes. Sempre que se desce do autocarro 1 dólar entregue ao guia significa que se apreciou do seu trabalho. Nos restantes dias fomos nova iorquinos, andámos a pé e de metro. 



Optámos, também, pelo The New York Pass, um cartão que oferece descontos e entradas gratuitas em muitos monumentos, museus e outras atrações. Combinado com as ofertas que o passe do autocarro turístico também oferece consegue-se economizar um pouco e ainda evitar as filas (e se as há) para entrar nos locais.




Come-se muito bem em Nova Iorque, é-se muito bem servido e a gorjeta sobre a fatura vai de 10% a 20% conforme se considera a qualidade do serviço prestado. E em todo o lado o esforço feito para os 20% é óbvio.

Os Delicatessen restaurants, ou Deli, como são chamados, oferecem refeições (sandwiches, pizzas, etc) económicas, variadas e em quantidades generosas.

Descobrimos uma cadeia mexicana de fastfood, El Chipotle” da qual ficámos fans. Comida biológica com sabor a México, não poderia haver melhor. E repetimos.

Quanto a restaurantes, depende do gosto de cada um e de quanto se está disposto a pagar. 

Recomendamos a zona de HellKitchen para quem aprecia uma gastronomia multi-cultural.

Em Little Italy oLa Mela oferece o sabor da própria Itália num prato.

Em Times Square, o camarão do “Bubba Gump Shrimp” patrocinado pelo Tom Hanks, na pele de Forrest Gump, vale o sacrifício do tempo que se espera para se ser atendido.

Ainda comemos uns bolos típicos em China Town, não sei muito bem de que eram feitos mas, eram doces…




Por onde andámos? Por todo o lado até onde o tempo da estadia nos permitiu. Não foi, de todo, suficiente, mas o que vimos deixou-nos vontade de voltar não uma, mas muitas outras vezes. Nova Iorque parece ser uma cidade fácil de conhecer mas não o é. Apesar da sensação de pertença que sentimos ao andar nas suas ruas, da familiariedade do seu ambiente, haverá sempre algo que nos irá surpreender, logo ali, ao virar da esquina...

... como as fantásticas compras na "Century 21" onde os preços conseguem, muitas vezes bater os dos grandes armázens "Macy´s" ou "Bloomingdale´s". (informação útil  e dicas sobre o "Century 21" no site SundayCooks.) 

Mas nem só de preços vivem as compras e os olhos também se deliciam perante as fabulosas montras das lojas da 5ª avenida e a entrada é livre.



Brevemente virão fotos e outras histórias sobre Nova Iorque...

domingo, 9 de agosto de 2015

Cambridge a cidade dos reformistas e dos visionários


Um dia para visitar Cambridge o Ducado de William e Kate Middleton.

Como todas as cidades situadas às margens de um rio, Cambridge foi um porto fluvial relativamente importante e o comércio de lãs, tecidos e produtos agrícolas trouxe-lhe riqueza e influência suficiente para se tornar no século XIII um centro universitário, essencialmente, constituído por académicos oriundos de Oxford que fugiam das perseguições da igreja tradicionalista.



São 800 anos de história, cultura e tradição que tornaram este centro universitário num dos mais respeitados e conceituados do mundo. Uma das universidades mais antigas do mundo, formou grandes homens da ciência, entre eles, muitos prémios Nobel.

São 31 as faculdades (colleges) que formam a Universidade de Cambridge. Instituições independentes gerem a sua riqueza, têm o seu próprio orçamento e instalações próprias e algumas funcionam como autênticos estados dentro do "campus".

Trinity College o mais aristocrático dos colégios foi fundado por Henrique VIII. Aqui estudaram membros da família real inglesa e muitos nomes ilustres como Francis Bacon, mas um dos seus alunos mais notáveis foi, sem dúvidaIsaac Newton



Esta faculdade é uma das mais elitistas e continua a ser a que tem nos seus quadros menos alunos originários de escolas públicas. É o centro universitário mais rico de Cambridge. Diz a lenda que, depois da coroa, é a mais rica proprietária de terras do Reino Unido e que se pode ir de Cambridge a Oxford atravessando apenas as suas propriedades.




King’s College é um dos edifícios mais bonitos e mais imponentes de Cambridge. Importante pólo de pesquisa tem um hospital escola e é o maior centro de formação médica da Europa. 



A sua capela começou a ser construída em 1446 na era dos Tudors e a sua biblioteca que data da mesma altura possui manuscritos raros e para cima de umas 130.000 obras.


De King’sCollege saíram vários prémios nobel, entre eles, Peter Higgs (busão de Higgs) Nobel de Física. Outros:

Fonte: Wikipédia

Na rua do King’sCollege, um pouco mais à frente encontramos numa esquina o gafanhoto mais famoso do Reino Unido, o Chronophage, ou aquele que come o tempo. Num movimento perpétuo em cima do relógio Corpus Christi.



Um passeio de punting (gôndolas de Cambridge) pelo rio Cam dá a conhecer uma outra perspetiva da cidade. Do rio podem avistar-se os interiores e os jardins da maior parte das faculdades. Algumas delas só assim podem ser avistadas pois estão interditas aos turistas.



Cambridge é uma cidade muito agradável com um ambiente universitário muito intenso. 


O meio de transporte mais utilizado.


Cambridge soube aproveitar tudo o que lhe foi dado criando condições para que a tradição académica possa coexistir pacífica e proveitosamente com os seus habitantes e com os muitos turistas que diariamente a visitam. O progresso não alterou a história e na parte mais antiga da cidade, lojas, bares e restaurantes aproveitaram os velhos edifícios e deram-lhes um novo propósito.






Market Square, onde se realiza o mercado de rua. De tudo um pouco encontramos aqui, desde artigos para a casa, roupas, doces, queijos e as clássicas “steakpies” inglesas (tartes de carne). Uma boa alternativa para uma refeição rápida e económica.




E isto é apenas uma pequena amostra. É de facto um passeio muito agradável e se tiver oportunidade visite Cambridge durante a época escolar num dia de semana e sinta o ambiente estudantil no seu auge. 


De Londres é rápido e relativamente fácil lá chegar.

De comboioAs passagens em horário peak off (viajar entre as 09H30 e as 16H00 ou depois das 19H00) são consideravelmente mais baratas. Da Estação de King's Cross saem comboios para Cambridge Station de meia em meia hora e o percurso demora cerca de 50 minutos. Da estação de Liverpool Street os horários dos comboios são mais espaçados e a viagem é mais demorada.

De Autocarro - o preço dos bilhetes é mais barato que o comboio mas a viagem pode demorar cerca de 3 horas dependendo do trânsito.Victoria Station (centro de Londres)

Uma outra alternativa será optar ir num tour organizado com guia turístico e aqui a oferta é muita. 

Mas vá de comboio e aproveite para conhecer a Estação de King's Cross. Beba um café antes da viagem e aproveite para tirar uma foto na plataforma 9 and 3/4 entrada para o universo do Harry Potter.










domingo, 2 de agosto de 2015

Cantos e Recantos... de Lisboa

"Ai, Mouraria"
Amália Rodrigues


O beco das lembranças!


Numa homenagem às gentes do bairro lisboeta da Mouraria as paredes do Beco das Farinhas encheram-se de rostos do antigamente. Imagens do passado tão vivas como o fado que Amália canta ao amor que o vento levou mas que nunca partiu.